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SÃO PAULO – O Conselho Nacional de Trânsito estuda adotar simuladores de carros eletrônicos, como nos videogames, para melhor treinar motoristas iniciantes, que buscam a primeira habilitação.
De acordo com o Contran, algumas experiências já estão em teste no Brasil. O uso de simuladores já é previsto em lei. Atualmente, no entanto, apenas algumas autoescolas oferecem carros estáticos, uma espécie de estrutura de madeira ou fibra com volante e banco de carro. Nessas estruturas, os alunos podem receber algumas aulas.
A ideia agora é adotar simuladores eletrônicos sofisticados, como já acontece para treinamento de condutores de trens ou pilotos de avião. Em uma estrutura de um carro comum, um monitor LCD de 32´´ ou 42´´ é colocado do lado de fora do para-brisas do carro. O monitor reage, então, a todos os comandos dos motoristas.
Os simuladores permitem testar o motorista para a interpretação correta de placas e sinais de trânsito e sua reação em diferentes tipos de pista (cidade ou estrada) e condições climáticas (noite, dia, garoa, tempestade, etc.).
O custo de um simulador sofisticado pode ser de até R$ 20 mil, o que torna o preço elevado para a maior parte das autoescolas no país. Uma parceria do Contran com universidades brasileiras tenta desenvolver modelos de baixo custo, que possam ser vendidos por menos de R$ 1 mil.
Se a experiência der certo, os novos candidatos a motoristas deverão treinar determinado número de horas no simulador antes de sair às ruas, com um carro de autoescola. Atualmente, a lei exige que novos motoristas façam ao menos 20 aulas práticas antes de prestar o exame para obter habilitação.
As horas de preparo devem crescer, com a inclusão também de horas de aula no simulador.
Fonte: Info Online
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