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Ataques ao Google teriam ocorrido durante aula na China

Investigadores americanos do ataque ao Google, em janeiro, chegaram a uma hipótese um tanto inusitada sobre os responsáveis.

De acordo com o jornal inglês The Guardian, citando fontes da investigação, os ataques teriam ocorrido durante uma aula, realizados por um professor ucraniano da Universidade Jiatotong. A universidade nega ter um ucraniano ou qualquer estrangeiro entre seus professores.

Na semana passada, foi divulgado que além da universidade, a escola vocacional Lanxiang também foi uma fonte dos ataques. A agência estatal Xinhua, contudo, nega a acusação. "Nós estamos chocados e indignados de ouvir essas alegações", disse um porta-voz da universidade, citado pelo The Guardian, à agência Xinhua.

A agência oficial de notícias da China alega que a principal prova que liga as duas escolas aos ataques, os Protocolos de Internet (IPs na sigla em inglês, mais usada) de computador, podem ser facilmente forjados.

Funcionários do Partido Comunista costumam frequentar a universidade, que treina cerca de 20 mil estudantes em comércio exterior.

De qualquer maneira, caso seja confirmada, a informação de que o ataque ocorreu desta maneira deixa em maus lençóis a segurança do Google e de outras 30 empresas americanas vítimas do ataque. Se é possível hackear o mais popular serviço de busca do mundo e invadir e-mails - de militantes chineses de direitos humanos, segundo a denúncia em janeiro - numa simples aula, é sinal de que a segurança na internet corre sérios riscos.

O próprio governo chinês expressou preocupação com a segurança online. Funcionários graduados vêm defendendo um novo serviço nacional para aumentar o controle da internet e dinminuir a dependência por tecnologia estrangeira".

Em um artigo para a Chinese Cadres Tribune, uma revista publicada pelo Partido Comunista, o general Huang Yongyin chamou a internet de "campo de batalha sem pólvora".

Na investigação dos ataques de janeiro, os especialistas do governo americano vêm trabalhando em conjunto não só com o Google como com as outras empresas afetadas - acerdita-se que Adobe, Yahoo e Northrop estão no grupo. Dan Blum, analista da empresa de consultoria em segurança eletrônica IT, disse ao The Guardian que há 99% de certeza de que os ataques partiram mesmo da China.

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